Um cantinho pra reunir beleza, amor e poesia. Em que podemos deixar a feiúra da vida lá fora, longe de nossos corações. Seja bem-vindo!
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
SILÊNCIO
Por que o barulho resolveu ficar tão silencioso?
Porque faltou a matéria-prima: a emoção escaldante, o desejo aturdido, a ternura sem limites...
Faltou a paixão correndo nas veias, soluçando na garganta, ecoando nos ouvidos.
E o que era pra ser explosivo, silenciou-se e aquietou-se.
Voltou a mergulhar na mesmice interminável dos dias cinzentos e nebulosos.
Aguardando quem sabe, um novo e irrefreável eclodir dos fogos da paixão...
(Sueli Curriel)
terça-feira, 16 de outubro de 2012
AUSÊNCIA
"Mas não te procuro mais, nem corro atrás.
Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta…
Tens meu número, na verdade, meu coração.
Então se sentir vontade de falar comigo ou me ver, me procura você.”
— Caio Fernando Abreu.
domingo, 14 de outubro de 2012
TUA AUSÊNCIA
Tua ausência cala o mundo, o mar, os ventos.
Tua ausência desaba silenciosamente sobre os
meus dias, soterrando meu outono...
Ela magoa demais o meu sossego.
Tua ausência é essa substância densa
Tua ausência é tão presente que é pessoa...
E me abraça.
(Marla de Queiroz)
TODO DIA É MENOS UM DIA
Todo dia é menos um dia;
menos um dia para ser feliz;
é menos um dia para dar e receber;
é menos um dia para amar e ser amado;
é menos um dia para ouvir e, principalmente, calar !
Sim, porque calando nem sempre quer dizer
que concordamos com o que ouvimos ou lemos,
mas estamos dando a outrem a chance de pensar,
refletir, saber o que falou ou escreveu.
Saber ouvir é um raro dom, reconheçamos.
Mas saber calar, mais raro ainda.
E como humanos estamos sujeitos a errar.
E nosso erro mais primário, é não saber:
Ouvir e calar !
Todo dia é menos um dia para dar um sorriso.
Muitas vezes alguém precisa, apenas de um sorriso
para sentir um pouco de felicidade !
Todo dia é menos um dia para dizer:
- Desculpe, eu errei !
Para dizer:
- Perdoe-me por favor, fui injusto !
Todo dia é menos um dia;
Para voltarmos sobre os nossos passos.
De repente descobrimos que estamos muito longe
E já não há mais como encontrar
onde pisamos quando íamos.
Já não conseguiremos distinguir nossos passos
de tantos outros que vieram depois dos nossos.
E se esse dia chega, por mais que voltemos;
estaremos seguindo um caminho, que jamais
nos trará ao ponto de partida.
Por isso use cada dia com sabedoria.
Ouça e cale se não se sentir bem;
Leia e deixe de lado, outra hora você vai conseguir
interpretar melhor e saber o que quis ser dito.
(Carlos Drummond de Andrade)
AINDA NÃO ESTOU PREPARADO PARA PERDER-TE
Ainda não estou preparado para perder-te
Não estou preparado para que me deixes só.
Ainda não estou preparado para crescer
e aceitar que é natural,
para reconhecer que tudo
tem um princípio e tem um final.
Ainda não estou preparado para não te ter.
e apenas te recordar
Ainda não estou preparado para não poder
te olhar
ou não poder te falar.
Não estou preparado para que não me ame.
abraces
e para não poder te abraçar.
Ainda te necessito.
E ainda não estou preparado para caminhar
por este mundo perguntando-me: Por quê?
Não estou preparado nem hoje nem nunca o estarei
Ainda te necessito.
(Pablo Neruda)
DISCURSO AOS INFIÉIS
Por que chorar de saudade,
se me resta o longo mar sonoro e vário,
a flor perfeita, a estrela certa,
e a canção que o pássaro vai bordando no vento?
Por que chorar de saudade,
se me resta um jardim de palavras,
e os bosques do eco
e estes caminhos da memória me pertencem?
Por que chorar pelo que me levais,
se é maior o que fica:
se a sombra em que vos recordo é mais bela que o vosso vulto,
se em vós morreis e em mim ressuscitais?
É melhor não ficar jamais com quem nos ama.
O amor é um compromisso de grandeza,
o amor é uma vigília incansável
e aparentemente vã.
Passai, parti, deixai-me, vós que, no entanto,
parecestes um momento mais adoráveis
que o mar, que a flor, que a estrela,
que a canção que um frágil pássaro vai bordando no vento...
Éreis o vento, apenas.
(Cecília Meireles In Poesia Completa)
É TRISTE DIZER ADEUS
É triste dizer adeus, mas às vezes é necessário. Não podemos prender a nós definitivamente as pessoas que amamos para suprir nossa necessidade de afeto. O amor que ama, aprende a libertar.
Procuramos ganhar tempo para tudo na vida. Mas a vida, quando chega no próprio limite, despede-se e é esse último adeus que é difícil de compreender e, mais ainda, aceitar.
Possuímos um conceito errado do amor. Amar seria, no seu total significado, colocar a felicidade do outro acima de tudo, mas na realidade é a nossa felicidade que levamos em consideração. Queremos os que amamos perto de nós porque isso nos completa, nos deixa bem e seguros. E aceitar que nos deixem é a mais difícil de todas as coisas.
Não dizemos sempre que queremos partir antes de todos os que amamos? Isso é para evitar nosso próprio sofrimento, nossa própria desolação. É o amor na sua forma egoísta.
Aceitar um adeus definitivo é uma luta. Se as perdas acontecem cedo demais ou de forma inesperada, o sentimento de desamparo é muito maior e a dor mais prolongada. É o incompreensível casando-se com o inaceitável e o tudo rasgando a alma. Essas dores poderão se acalmar, mas nunca se apagarão.
Mas quando a vida chega ao final depois de primaveras e primaveras e outonos e mais outonos, nada mais justo que o repouso e aceitar a partida é uma forma de dizer ao outro que o amamos, apesar da falta que vai fazer.
Não podemos prender as pessoas a nós para ter a oportunidade de dizer tudo o que queremos ou fazer tudo o que podemos por elas. De qualquer forma, depois que se forem, sempre nos perguntaremos se não poderíamos ter dito ou feito algo mais. Mas essas questões são inúteis.
O amor que ama integralmente não quer ver o outro sofrer e ele abre mão dos próprios sentimentos para que o destino se cumpra, para que a vida siga seu curso.
As dores do adeus são as mais profundas de todas. Mas elas também amenizam-se com o tempo e um dia, sem culpa, voltamos a sorrir, voltamos a abrir a janela e descobrimos novamente o arco-íris da vida.
Depois da tempestade descobrimos um dia novo e o sol brilha de maneira diferente. E talvez seja assim que aprendemos a dar valor à vida, aos que nos cercam; aprendemos a viver de forma a não ter arrependimentos depois e aproveitar ainda mais cada segundo vivido em companhia daqueles que nosso coração ama.
(Letícia Thompson)
A MIRAGEM
Não direi que a tua visão desapareceu dos meus olhos sem vida
Nem que a tua presença se diluiu na névoa que veio.
Busquei inutilmente acorrentar-te a um passado de dores
Inutilmente.
Vieste - tua sombra sem carne me acompanha
Como o tédio da última volúpia.
Vieste - e contigo um vago desejo de uma volta inútil
E contigo uma vaga saudade…
És qualquer coisa que ficará na minha vida sem termo
Como uma aflição para todas as minhas alegrias.
Tu és a agonia de todas as posses
És o frio de toda a nudez
E vã será toda a tentativa de me libertar da tua lembrança.
Mas quando cessar em mim todo o desejo de vida
E quando eu não for mais que o cansaço da minha caminhada pela areia
Eu sinto que me terás como me tinhas no passado -
Sinto que me virás oferecer a água mentirosa
Da miragem.
Talvez num ímpeto eu prefira colar a boca à areia estéril
Num desejo de aniquilamento.
Mas não. Embora sabendo que nunca alcançarei a tua imagem
Que estará suspensa e me prometerá água
Embora sabendo que tu és a que foge
Eu me arrastarei para os teus braços.
(Vinícius de Moraes)
POEMA DA GRATIDÃO
Muito obrigado Senhor!
Muito obrigado pelo que me deste.
Muito obrigado pelo que me dás.
Obrigado pelo pão, pela vida, pelo ar, pela paz.
Muito obrigado pela beleza que os meus olhos vêem no altar da natureza.
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar
Que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil
E se detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil.
Muito obrigado Senhor!
Porque eu posso ver meu amor.
Mas diante da minha visão
Eu detecto cegos guiando na escuridão
que tropeçam na multidão
que choram na solidão.
Por eles eu oro e a ti imploro comiseração
porque eu sei que depois desta lida, na outra vida, eles também enxergarão!
Muito obrigado Senhor!
Pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro
A melodia do vento nos ramos do olmeiro
As lágrimas que vertem os olhos do mundo inteiro!
Ouvidos que ouvem a música do povo que desce do morro na praça a cantar.
A melodia dos imortais, que se ouve uma vez e ninguém a esquece nunca mais!
A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro.
E a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro!
Pela minha alegria de ouvir, pelos surdos, eu te quero pedir
Porque eu sei
Que depois desta dor, no teu reino de amor, voltarão a sentir!
Obrigado pela minha voz
Mas também pela sua voz
Pela voz que canta
Que ama, que ensina, que alfabetiza,
Que trauteia uma canção
E que o Teu nome profere com sentida emoção!
Diante da minha melodia
Eu quero rogar pelos que sofrem de afazia.
Eles não cantam de noite, eles não falam de dia.
Oro por eles
Porque eu sei, que depois desta prova, na vida nova
Eles cantarão!
Obrigado Senhor!
Pelas minhas mãos
Mas também pelas mãos que aram
Que semeiam, que agasalham.
Mãos de ternura que libertam da amargura
Mãos que apertam mãos
De caridade, de solidariedade
Mãos dos adeuses
Que ficam feridas
Que enxugam lágrimas e dores sofridas!
Pelas mãos de sinfonias, de poesias, de cirurgias, de psicografias!
Pelas mãos que atendem a velhice
A dor
O desamor!
Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio!
E pelos pés que me levam a andar, sem reclamar!
Obrigado Senhor!
Porque me posso movimentar.
Diante do meu corpo perfeito
Eu te quero rogar
Porque eu vejo na Terra
Aleijados, amputados, decepados, paralisados, que se não podem movimentar.
Eu oro por eles
Porque eu sei, que depois desta expiação
Na outra reencarnação
Eles também bailarão!
Obrigado por fim, pelo meu Lar.
É tão maravilhoso ter um lar!
Não é importante se este Lar é uma mansão, se é uma favela, uma tapera, um ninho, um grabato de dor, um bangalô, uma casa do caminho ou seja lá o que for.
Que dentro dele, exista a figura
do amor de mãe, ou de pai
De mulher ou de marido
De filho ou de irmão
A presença de um amigo
A companhia de um cão
Alguém que nos dê a mão!
Mas se eu a ninguém tiver para me amar
Nem um tecto para me agasalhar,
nem uma cama para me deitar
Nem aí reclamarei.
Pelo contrário, eu te direi
Obrigado Senhor!
Porque eu nasci!
Obrigado porque creio em ti
Pelo teu amor, obrigado senhor!
Amélia Rodrigues (Divaldo Pereira Franco)
sábado, 13 de outubro de 2012
INVADINDO OS TEUS SONHOS
A noite está silenciosa...
Apenas uma brisa suave toca delicadamente tudo em redor.
Aqui dentro o relógio canta insistentemente cada segundo.
O que você estará fazendo agora? Dormindo?
Acho que sim...
Queria ter o poder de invadir teus sonhos sorrateiramente.
E te dizer que te amo, que nada mudou aqui dentro do meu coração.
E poderia então te beijar suavemente...
E ouvir as batidas frenéticas do teu coração
e o acelerar da tua pulsação
e o ofegar da tua respiração...
E amanhã, quando você despertasse,
tudo não passaria de uma lembrança nebulosa.
Mas eu teria tido a satisfação de pelo menos, por um momento,
voltar a te acolher em meus braços.
Infelizmente eu não tenho esse poder.
E nesse momento você sonha, sim.
Mas os teus sonhos agora tem outros contornos, outras paisagens, outros rostos.
Agora eu sou apenas uma lembrança diluída na tua mente.
As palavras e as juras de amor foram levadas pelo vento da discórdia.
Mas a minha boca ainda guarda o doce sabor do teu beijo.
Os meus braços ainda sentem o calor do teu abraço reconfortante.
Não consigo esquecer o cheiro dos teus cabelos, a maciez da tua pele,
a tua risada espontânea, o som tão peculiar da tua voz...
Eu me pergunto se algum dia conseguirei esquecer tudo.
Tudo o que você representou para mim.
Não, esquecer nunca.
Talvez o tempo se encarregue de esmaecer um pouco as cores,
como uma foto desbotada pelo tempo.
Mas a lembrança vai permanecer para sempre.
Lembranças de um amor que, como disse Vinicius, não foi eterno...
Mas que foi infinito, profundo e intenso enquanto durou.
(SUELI CURRIEL)
ORAÇÃO DA PRESENÇA
Que jamais, em tempo algum,
o teu coração acalente o ódio.
Que o canto da maturidade
jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho
sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira
de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham
a magia de tua alma eterna em cada Beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis
olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço,
onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas
de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa
e celebre o encanto da amizade profunda
que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço
esteja sempre presente em teu coração a lembrança
de que tudo passa e se transforma,
quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente
nas asas da espiritualidade consciente,
para que tu percebas a ternura invisível
tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe,
na Terra ou no Espaço,
e por onde quer que o Imanente Invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta
a presença secreta do Inefável!
Que os teus pensamentos, os teus amores,
o teu viver, e a tua passagem pela vida
sejam sempre abençoados
por aquele amor que ama sem nome.
Aquele Amor que não se explica, só se sente.
Que esse Amor seja o teu acalanto secreto,
viajando eternamente no centro do Teu ser.
Que esse Amor transforme os teus dramas
em luz, a tua tristeza em Celebração,
e os teus passos cansados em alegres passos
de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças
da presença que está em ti e em todos os seres.
(Wagner Borges)
VERDADES
Roubo do hoje a força
Fazendo nascer o amanhã.
Da janela acompanho com olhar
As nuvens do céu.
De novo a sombra sinistra
Tolda tristemente meus sonhos.
Tua imagem me acompanha
Por todos os lugares por onde ando.
E em todos os momentos
É a tua presença que espanta
As brumas do desconhecido.
Não faço perguntas.
Tenho medo das respostas que já sei.
Liberta do invólucro físico
Devolverei a matéria ao pó de que fora feito.
Vivi meus três caminhos na terra.
Purgatório. Inferno. Céu.
Tudo de acordo com meus projetos,
Minhas atitudes,
Procurando não cair nos mesmos erros.
Agora — vago e espero
Entre tropeços e flagelos
O ressurgir da verdade.
(Rabindranath Tagore)
SAUDADE 2
Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
sói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés
Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas
Seja eu de novo a tua sombra, teu desejo,
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta
Traz
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono
(Mia Couto)
A MÁGOA
À semelhança de ácido que corrói a superfície na qual se encontra, a
mágoa desgasta, a pouco e pouco, as peças delicadas das engrenagens
orgânicas do homem, destrambelhando-lhe os equipamentos muito delicados
da organização psíquica.
A mágoa é conselheira impiedosa e artesã de males cujos efeitos são
imprevisíveis.
Penetra no âmago do ser e envenena-o, impedindo-lhe o recebimento
dos socorros do otimismo, da esperança e da boa vontade em relação aos
fatores que o maceram.
Instalando-se, arma a sua vítima de impiedade e rancor, levando-a a
atitudes desesperadas, desde que lhe satisfaça a programação vil.
Exala amargura e desconforto, expulsando as pessoas que intentam
contribuir para a mudança de estado, graças às altas cargas vibratórias
negativas, que exteriorizam mau humor e azedume.
*
Quem acumula mágoas, coleciona lixo mental.
Reage às tentativas de alojamento da mágoa nos teus sentimentos.
Não estás, no mundo, por acaso, antes, com finalidades adredemente
estabelecidas que deves atender.
Acompanha a marcha do Sol, e enriquece-te de luz, não mergulhando na
sombra dos ressentimentos destrutivos.
Sorri ante o infortúnio, agradecendo a oportunidade de superá-lo através
dos valores éticos e educativos que já possuis, poupando-te à consumpção de
que é portadora a mágoa.
(Divaldo Pereira Franco
Pelo espírito Joanna de Ângelis in Episódios Diários)
DEUS SEMPRE
Por mais terrível se te apresente a
situação, segue adiante, sem
desfalecimento.
O desânimo é inimigo sutil que inutiliza
os mais belos empreendimentos da vida.
Se os amigos te abandonaram ante os
insucessos econômicos ou afetivos que
te chegaram; se os parentes e afetos
resolveram afastar-se por motivos que
desconheces; se tudo te empurra ao limite
estreito da solidão, recompõe-te
intimamente e espera.
É provável que te sintas a sós, e que,
aparentemente, estejas sem companhia.
Isto, porém, não é uma realidade
espiritual, mas o reflexo do momentâneo
estado de alma que te assalta.
Nunca estás sozinho. Fazendo parte
integrante da Criação, ela está em ti,
quanto nela te encontras.
No lugar onde estejas, Deus está
contigo: no lar, no trabalho, no
espairecimento, no repouso, na doença,
na saúde, nele haurindo consolo e forças
para prosseguires nos misteres a que
te vinculas.
Somente te sentirás a sós, se deixares
de preservar o vínculo consciente com
o Seu amor. Mesmo assim, Ele permanecerá
contigo.
Estás unido a toda a Humanidade. Vão-se
umas pessoas. Outras chegam. Não te
amargures com as que partem. Não te
entusiasmes com as que chegam.
As criaturas passam como veículos
vivos: têm um destino e não as podes
deter.
Compreendendo esse impositivo, faze-te
amigo e irmão de quem encontres no
caminho, não o retendo ao teu lado, nem
te fixando no dele. Ajuda-o e segue.
Só Deus, porém, é sempre o constante
companheiro. Por isso, nunca te
permitas sentir solidão.
Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Filho de Deus
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
ETERNAMENTE AMOR!
Hoje faz um mês.
Apenas um mês.
Parece que faz um século.
De tanta dor,
De tanto desamor.
De solidão,
De angústia no meu coração.
Dias vazios,
Tristes sem você...
Às vezes o vento me traz o eco de tua risada.
Tento retê-la... Mas em vão.
Olho para a lua, lembro de você.
Ouço a chuva lá fora, você vem à minha mente.
Sinto o cheiro de mato, é de você que eu recordo.
Caminho sem esperança, sem alegria.
Um passo atrás do outro, cabisbaixa...
Onde você está?
Como você está?
Você escuta o meu lamento?
Procuro sinais teus no céu azul e límpido.
Mas não há nada lá.
Nenhuma resposta, nenhum eco...
Durmo na esperança de te encontrar nos meus sonhos.
Mas até dos meus sonhos você se ausentou...
Na agenda divina há um reencontro marcado para nós. Isso eu sei.
Mas só não sei quando vai ser.
Um dia, em algum ponto da eternidade...
Então novamente nossas vidas se tocarão.
Nossas mãos se entrelaçarão.
Nossas bocas vão se unir num beijo cálido.
Então novamente o amor se fará, desta vez para sempre.
Eternamente amor!
(SUELI CURRIEL)
AMOR PARA SEMPRE!
Não quero pensar... Não quero sentir...
Mas eu penso e sinto, e sofro, e choro.
E o som do meu sofrimento ecoa no corredor da minha amargura.
As lágrimas, salgadas e cristalinas, a correrem dos meus olhos, de alguma maneira aliviam minha angústia.
Você não sai da minha cabeça. As lembranças me torturam.
Que amor era aquele? Que nos extasiava, nos plenificava, mesmo em meio aos tropeços da relação?
Era pra você o meu primeiro e o meu último pensamento do dia.
Hoje também... Embora eu faça um esforço inaudito pra não ser assim.
Mas você está lá, como um pano de fundo, povoando a minha mente o dia todo.
Tento arrancar você de dentro de mim, mas... impossível.
Você aderiu à minha vida, meus pensamentos e emoções.
Impossível te esquecer, deixar de te amar.
Foi você mesma um dia que me disse que não se deve desistir de um grande amor. Lembro-me como se fosse hoje. Você disse: "Nunca desista de um amor, nunca! Um dia ele vem e te enche o coração de alegria. Pense nisso sempre. Todas as dificuldades e sofrimentos são esquecidos no momento em que você abraça seu amor e sente o calor do corpo dele junto ao seu. Aí você não se lembra de mais nada, nem de lágrimas nem de dor. Só do amor que está dentro, o resto fica pequeno, muito pequeno.”
Você não desistiu de mim durante mais de duas décadas.
Como eu posso desistir de você em tão pouco tempo de separação?
Não, claro que não. O amor, o sentimento sublime, ainda faz parte das minhas paisagens íntimas.
Não importa que você não saiba disso. O sentimento é meu, e nem eu mesma consigo governá-lo.
Sentimentos não têm nada a ver com racionalidade. Apenas com a emoção.
E eu sou pura emoção. Nada racional.
Por isso eu quero deixar registrado aqui, já que não posso gritar para o mundo: Eu te amo!
Acho que sempre vou te amar, independente de qualquer coisa nesta vida.
Posso até me relacionar com outras pessoas, mas você vai sempre ocupar um espaço especial no meu coração.
Para sempre!
ACALANTO
Vai amado.
Busca por onde quiseres,
com quem quiseres,
como quiseres,
o prazer.
Até mesmo,
aquele prazer que um dia alguém apelidou de amor.
E,
se por acaso te cansares
e,
do compromisso que um dia nos uniu te lembrares,
se desejares,
volta.
Serei a que conforta.
Não saberás da dor,
da saudade,
das lágrimas sentidas que tua ausência causou.
(Ada Ciocci)
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
AMAR OU SER AMADO
Se pudéssemos escolher apenas uma alternativa...
O que seria mais importante?
Amar ou Ser Amado?
Por mais que pensemos...
Fica realmente difícil encontrar uma resposta...
Mas podemos tentar...
Vamos presumir que a alternativa escolhida fosse Amar...
Como é bom Amar...
Sentir o coração bater mais forte...
As mãos frias e trêmulas...as pernas fracas...
O sorriso nos lábios...
Sim, porque o sorriso faz parte do amor e como faz!
Quando amamos, temos o privilégio de sorrir mais...
Sorrimos até quando estamos parados, com o pensamento longe...
Sorrimos das próprias lembranças que esse amor nos traz...
e muitas vezes, quando nos damos conta...
Estamos lá, não importa aonde...
Mas estamos com o sorriso nos lábios...
Até mesmo parados no farol a caminho de casa...
No meio de um trabalho...
Quem estiver prestando atenção na gente... provavelmente não vai
entender nada...
Mas, se essa pessoa também já amou
alguma vez na sua vida...
Ah, com certeza vai entender porque estamos assim... e vai sorrir
também só em lembrar como ela
já ficou um dia por causa do amor...
Quando pensamos na pessoa amada,
uma enorme sensação de leveza
vai tomando conta do nosso corpo...
Da nossa mente...da nossa alma...assim, sem pedir licença...
Mas é uma sensação tão maravilhosa que não importa, ela é tão boa
que não precisa mesmo pedir licença...
pode ir entrando e tomando
conta do nosso ser...
Sensação de plenitude...
E, agora, vamos pensar na outra escolha...
Ser amado...
Como é maravilhoso também saber que existe alguém que nos ama...
Que se importa conosco...
Que se preocupa com tudo o que nos possa acontecer...
Que teme que nos aconteça algo de errado...
A pessoa que nos ama está sempre vigilante...
Tentando nos proteger de situações
que poderiam nos machucar, e
consequentemente machucar a esta pessoa também, sim, porque não
podemos nos esquecer de tudo que foi dito anteriormente sobre
amar...
Quando somos amados, se algo de
errado nos acontece, o ser que nos
ama sofre muito com isso,
talvez sofra mais do que nós mesmos
poderíamos sofrer...
O ideal seria escolher as duas alternativas
Amar e Ser Amado
Pois os dois sentimentos se completam
Mas, nem sempre é assim...
O ideal seria:
Saber Amar e Ser Amado
Mas isto é privilégio de poucos...
talvez privilégio de quem já aprendeu
muito com o amor, já cresceu
muito com ele, e por isso talvez até
consiga entende-lo melhor...
O ideal seria:
Amar sem sufocar... Amar sem aprisionar...
Amar sem cobrar... Amar sem exigir...
Amar sem reprimir, simplesmente Amar...
E
Ser Amado sem se sentir sufocado...
Sem se sentir aprisionado...
Sem se sentir cobrado...
Sem se sentir exigido...
Sem se sentir reprimido
Simplesmente Ser Amado!
Pois do que nos adiantaria Amar sem Ser Amado
e Ser Amado sem Amar?( Gisilaine Andrade)
SAUDADE...
De quem é esta saudade
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?
De quem é esta saudade,
de quem?
Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
aqueles lábios-desejo...
E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...
De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo?
(Gilka Machado In Velha poesia)
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