Um cantinho pra reunir beleza, amor e poesia. Em que podemos deixar a feiúra da vida lá fora, longe de nossos corações. Seja bem-vindo!
domingo, 30 de setembro de 2012
EGOÍSMO
Herança evidente de nossa antiga animalidade,
por toda a parte, ainda
vemos o egoísmo a repontar em toda extensão do mundo. . .
O egoísmo!. . .
Em família, é o exclusivismo do sangue.
No lar, é o narcisismo doméstico.
Na oficina de trabalho, é o despeito.
Na propriedade transitória, é a ambição
de posse desnecessária.
Na cultura da inteligência, é a vaidade intelectual. Na ignorância, é a agressividade.
Na riqueza amoedada, é o espírito de usura.
Na pobreza, é a inveja destrutiva.
Na madureza, é o azedume.
Na mocidade, é a ingratidão.
No ateísmo, é a impiedade.
Na fé religiosa, é a intolerância.
Na alegria, é o excesso.
Na tristeza, é o isolamento.
Nos fortes, é a tirania.
Nos fracos, é a astúcia.
Na afetividade, é o ciúme.
Na dor, é o desespero.
No mimetismo que lhe é próprio,
usa em todos os setores as mais
diversas máscaras e qual o joio
que abafa o trigo, comparece igualmente
nos corações que a luz já felicite, em
forma de cólera e irritação, desânimo e secura. . .
Se desejarmos dar combate à praga
do egoísmo na gleba da alma, saibamos
estender, cada dia, as nossas disposições
de mais amplo serviço ao próximo, e,
aprendendo a ceder de nós mesmos, entre a humildade e o sacrifício, no bem de todos, conquistaremos com o Cristo a plenitude
do amor que lhe converteu a própria cruz
em ressurreição para a Vida Eterna.
Chico Xavier [Emmanuel]
sábado, 29 de setembro de 2012
CÁRCERE SOMBRIO
Sábado, mais um... Vazio e interminável, preguiçoso e triste.
Não sei o que faço, existem tarefas me aguardando, mas não me animo pra fazer nada.
Não há perspectivas boas, será um dia a mais na minha existência e só.
Bem que eu poderia dormir e acordar daqui a um, dois, três anos. Talvez a dor já tivesse passado.
E eu acordaria feliz e bem disposta.
Mas eu vou ter que viver este sábado, os domingos e todos os dias da semana, por toda minha vida.
Viver? Sobreviver? Sub-viver?
Meu coração não está em paz, a minha mente não descansa.
Sinto-me mergulhada num oceano de amarguras, sem nenhuma tábua de salvação.
Estou afogada nele, sem esperança de emergir.
As minhas esperanças foram cortadas, estioladas, massacradas.
Nada me importa agora. Não há nada que chame minha atenção.
A ponte que ligava nossos "eus" foi destruída.
A fonte da minha alegria secou.
Você se foi e ficou apenas um grande nada.
Onde irei encontrar o apoio que encontrava nos teus braços?
O calor que buscava, sôfrega, nos teus beijos?
A serenidade que encontrava no teu olhar?
Vale mesmo a pena viver sem teu amor?
Apenas as minhas convicções espirituais ainda me mantem presa a esta terra...
Vou ter que reaprender tudo: a respirar, a andar, a falar, a me movimentar.
Porque você era o meu estímulo para a vida.
Você está longe, fora do meu alcance.
Há uma porta fechada entre nós, que se abre apenas do teu lado.
Só você tem a chave, e eu pressinto que você a jogou longe.
A porta não vai abrir, mesmo que eu queira.
Você se afastou e eu terei que respeitar isso.
A vida vai continuar. A tristeza também. O amor que sinto por você vai sobreviver, ainda que envolto nas brumas do tempo.
Talvez a alegria ainda volte pra me fazer companhia, não sei...
Mas o amor... acho que nunca conseguirei amar mais ninguém. Não tanto quanto eu te amei.
Quem sabe eu deva mesmo ficar encarcerada no meu mundinho particular. Pelo menos ninguém vai mais se machucar com as minhas atitudes impensadas, frenéticas, insanas.
Eu estou doente... Muito doente.
A cura pode demorar toda uma vida, ainda não tenho certeza.
Por isso o melhor mesmo a fazer é me afastar das pessoas, como são afastados os loucos e os criminosos.
Os loucos vão para um sanatório, os criminosos numa cela de prisão.
Eu sou louca e criminosa, então me encarcerarei dentro das minhas paredes, pra que nada passe para o exterior. Não atinja nada nem ninguém.
Até um dia quando tiver rompido as algemas do meu descontrole emocional, do meu ciúme doentio, da minha possessividade, do meu egoísmo.
E então, quem sabe, vou conseguir olhar nos teus olhos sem sentir vergonha ou medo.
Amada, perdão por tudo!
Mas eu mesma criei essa prisão para mim, sou o meu próprio juiz e carrasco.
Apenas quando eu puder me perdoar, vou conseguir ser feliz.
Mas agora são apenas lágrimas e pesares que corroem a minha alma.
Eu queria que pelo menos você pudesse ser feliz, apesar de todo o mal que te causei.
Quero imaginar você sorrindo, amando e sendo amada, como você merece.
Isso diminuiria a dor que sinto.
Que Deus te ampare, para todo o sempre!
(SUELI CURRIEL)
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
O TEMPO PASSA...
Sempre que nos defrontamos com a dor a coisa mais comum que nos dizem é: com o tempo passa. O tempo apaga as marcas, cura feridas, estanca o sangramento.
Mas passar o tempo, oh, meu Deus! Quanto ele se arrasta! Miseravelmente lento.
E você é arrastado junto, e vai sentindo o martelar das horas no seu ouvido, o dilacerar dos minutos no seu coração.
Dia a dia, sentindo a dor, interrogando a consciência, procurando um sentido num imenso vazio...
Claro que o tempo passa, eu concordo plenamente.
E é verdade que a dor vai diminuindo. Mas eu sinto que é como se cada dia pingasse uma gota de serenidade num mar de angústia.
Quanto tempo será que ainda vai durar? Quantas gotas serão necessárias pra pelo menos suavizar esse sofrimento?
Não sei, mas eu tento viver, um dia de cada vez, sem muitas esperanças mas sem me deixar abater totalmente.
Procuro realizar as tarefas diárias, mas sem entusiasmo...
Tudo parece em tons de cinza, sem cor, sem vida, sem movimento.
Nada parece me comover, nem mesmo uma bela música, ou o cintilar das estrelas no céu, ou o resplendor da lua cheia, o cantar dos pássaros nesse início de primavera.
Nem mesmo a chuva que caiu abundantemente nos últimos dias me trouxe alegria, e eu que amo a chuva...
Está faltando algo fundamental, algo que se foi, que partiu e me deixou à mercê da minha própria insanidade.
Falta um doce olhar, uma mão suave tocando a minha, uma risada que contagiava tudo à sua volta.
Ah, minha doce amada! Quanta falta você me faz!
Minha vida perdeu a cor, perdeu o brilho, perdeu o calor.
Sei que nada vai poder modificar o que foi feito.
Nem rogativas de perdão, nem desculpas mil, nada disso vai alterar o que eu fiz.
Mas eu fiz, magoei, machuquei, feri. Fui cruel e perversa.
E eu vou ter que aprender a me perdoar. Por tudo.
Venho tentando luarizar a minha alma, através da prece, da meditação e questionamentos íntimos.
Estou buscando a minha cura, o reequilíbrio da minha serenidade e paz interior.
Um dia, em qualquer lugar da linha do tempo eterno, iremos nos reajustar.
O amor, sim, esse cura qualquer coisa.
E vamos nos harmonizar através desse sentimento sublime, o amor.
Agora eu só peço ao Eterno Pai que te conceda paz e serenidade, alegria e entusiamo de viver.
Pois se eu te souber feliz, também conseguirei viver bem.
Fique em paz, e até algum dia...
(SUELI CURRIEL)
sábado, 22 de setembro de 2012
ADEUS... 2
Então vou vivendo assim, um dia de cada vez, empurrando as horas, suportando os minutos...
A porta está fechada, não adianta esmurrar, gritar, você não vai mais abrir.
Não sei o que há do outro lado, não sei como você está, o que pensa, o que sente, o que sofre...
Nem tampouco você sabe de mim, porque eu sei que a porta não vai mesmo abrir, nunca mais...
Ficou tanta coisa por dizer, tantas perguntas sem respostas, tantas conclusões inconclusas.
Num dia era o amor verdadeiro, no outro eu me tornei a inimiga número um.
Você se foi, nem se despediu direito, nem me olhou direito nos olhos.
Não enxergou a dor, o choque, o sofrimento sem fim.
Eu gritei, esperneei, gemi, chorei, solucei.
Horas tormentosas se seguiram.
Tomei atitudes que não deveria ter tomado, cega pela ira, sem pensar em consequências.
Mas o que ficou disso foi apenas uma sensação de abandono, um vazio muito grande, um nada que nada nem ninguém consegue preencher.
Ando às tontas, hebetada pelos medicamentos, insone, fraca, consumida pela angústia.
Não há mais feedback. Você cortou os canais de comunicação.
Não sei se lerá isto, talvez sim, talvez não.
Mas quero que saiba que daria tudo pra que nada tivesse acontecido da forma que aconteceu.
Que eu vou respeitar o teu silêncio e o teu afastamento, como aliás você respeitou o meu silêncio e isolamento há vinte e seis anos atrás.
Que não importa o que aconteceu, eu te perdoo por tudo e espero que também me perdoe pelas minhas atitudes insanas.
Que eu não tenho um botão de liga-desliga o amor.
Que ele ainda está dentro de mim e somente com o tempo vou conseguir te esquecer, deixar de te amar.
Que, apesar de tudo, vai ficar uma boa lembrança de tudo o que vivemos em tão pouco tempo.
E, finalmente, que um dia vou te aguardar nos portais da Eternidade, onde poderemos nos entender e nos harmonizar.
Sinto muito por tudo! Espero que você seja feliz com as tuas escolhas e tente se perdoar também por tudo.
Somos seres imperfeitos e falíveis, temos o direito de errar. E teremos infinitas oportunidades de reparar todo o mal que houvermos perpetrado contra o nosso próximo.
Fica bem e tente se lembrar de mim sem raiva no coração.
Até um dia... meu doce bem!
(SUELI CURRIEL)
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
NÓS... SERÁ?
Nenhuma palavra foi dita entre nós.
Nenhum olhar foi trocado...
Nenhum toque, nem mesmo acidental.
No entanto, existe algo, impalpável, insubstancial, inominável entre nós.
Eu quase posso te sentir atrás da minha porta, apenas esperando um convite para entrar.
E fazer uma bagunça na minha ordem e trazer um pouco de ordem ao meu caos...
Você está ai? Mesmo? De verdade?
Ou é apenas um delírio de minha mente tresloucada?
Se for, então por que esse formigamento que sinto no corpo todo quando te pressinto tão perto?
Por que esse "frisson" borbulhando na minha alma quando fantasio nosso encontro?
Por que sinto essa ponte ligando os nossos "eus"?
Por que essa saudade quanto te sinto distante?
Por que essa vontade de te envolver, te seduzir, te trazer para dentro do meu coração, da minha vida?
Será que devo escancarar aquela porta e permitir que você adentre?
Ou será que devo acordar desse sonho (pesadelo) que mina as minhas reservas de energia?
Em todo caso, vou continuar sonhando, almejando, desejando você...
Ainda que não seja, que não aconteça...
Sonhar não custa nada!
(SUELI CURRIEL)
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
DÚVIDAS...
Minha mente está um turbilhão.
Pensamentos desencontrados, soltos, sem nexo.
Não acho o fio da meada. Não encontro as respostas para as perguntas que assaltam minha alma.
Por que? Por que? Por que?
Não entendo nada do que aconteceu.
Sinto-me no olho do furacão.
Sentimentos diversos perturbam o meu espírito.
Às vezes penso que verdadeiramente você nunca me amou.
Talvez até tenha achado que sim, mas acho que foi uma ilusão.
Você me idealizou muito tempo e quando me encontrou achou que era amor. Mas não era.
Porque amor supera qualquer obstáculo.
Contorna qualquer dificuldade.
Salta qualquer abismo.
Mas você se deteve na primeira situação em que foi exigida um posição tua.
E você optou por aquilo que é mais confortável, mais tranquilo, sem que mexa muito com a tua vida.
Então você resolveu me deixar.
Então não era amor.
Não, acho que não.
O amor não opta pelo mais conveniente. Ele escolhe apenas aquilo que satisfaça plenamente o coração.
Você fechou todas as portas para mim, Deixou-me com as interrogações e dúvidas.
Eu apenas posso fazer conjeturas. Acho que isso, acho que aquilo. Mas nunca gostei mesmo de achismo.
Eu quero respostas diretas, francas e verdadeiras.
Mas vou ter que me contentar com o teu silêncio. A tua ausência. O teu desamor.
Talvez um dia o futuro me traga todas as respostas que necessito.
Então irei entender porque no lugar onde antes encontrava um olhar doce passei a encontrar um olhar frio.
(SUELI CURRIEL)
terça-feira, 11 de setembro de 2012
LUTO
Luto... Engraçado como pensamos logo em morte de alguém muito querido. Mas na realidade o luto envolve qualquer perda muito significativa para nós.
No meu caso foi a perda de um grande amor. Um amor intenso mas que durou tão pouco tempo. Menos de um ano. Mas foi suficiente pra deixar marcas indeléveis na minha alma.
E a ruptura desse amor foi a pior coisa que jamais me aconteceu. Algo que eu nunca havia sentido.
Senti como se o coração estivesse sendo estraçalhado em milhões de pedaços e colocado de volta no lugar.
Fiquei sem ar, sem chão, sem apoio. Senti-me enlouquecer. Fui ao inferno e voltei, e tornei a ir e voltei...
Nada nesse momento te consola. Nem o carinho de um familiar, nem uma palavra amiga, você se entope de medicamento e não faz nenhum efeito.
É um momento delicadíssimo, onde você sente todas as fibras do seu ser serem dilaceradas. Você se sente morrendo um pouco de cada vez.
Mas como tudo na vida, isso também passa. Então chega o momento de enterrar o "morto". Varrer as lembranças, limpar armários e gavetas. Não deve ficar nada que nos remeta aquela pessoa. Uma faxina geral.
Aí estaremos prontos para uma nova vida, novas experiências, novos amores.
Porque a vida é uma constante. Não há solução de continuidade.
O show deve prosseguir. O coração exige continuar amando, se entregando, sem reservas, sem medos.
Uma experiência que não deu certo não nos deve paralisar.
Há muitos corações no mundo querendo ser tocados com o nosso coração. A vida assim o exige!
E eu espero encontrar alguém que possa comigo partilhar bons e maus momentos. Que me faça sorrir e me traga um raio de sol nesta minha vida que, neste preciso momento, está tão nublado.
Que assim possa ser!
(SUELI CURRIEL)
sábado, 1 de setembro de 2012
NOITE DE AMOR
Lua azul... Cheia, brilhante, linda.
E os teus olhos refletindo ela.
Doces, ternos, apaixonados.
Tua boca um abismo.
Eu me jogo, sem medo, sem hesitar.
O beijo nos consome, e nos entrelaçamos nessa paixão voraz.
Noite quente, nem sequer uma brisa sopra.
Nossos corpos suados unidos pelo intenso desejo.
Meus dedos percorrem teus contornos.
Quero te decorar, pra nunca mais te esquecer.
Você tem gosto de maresia...
Quero naufragar nas tuas ondas.
E, docemente, morrer de prazer.
(SUELI CURRIEL)
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
ABANDONO
A praia ficou deserta. Apenas eu e o vento.
E a saudade... E as lágrimas... E a dor.
Dor de ter te perdido, de ter sido abandonada, deixada ao léu.
Visões de um passado nada remoto povoaram minha mente.
Lembranças doces, agora pontilhadas pela amargura da solidão.
Uma pequena casa, com cercas brancas, um jardim sempre florido, as cortinas balançadas pela brisa da tarde.
Como fomos felizes ali, você e eu, longe de tudo e de todos.
O nosso amor era tudo o que mais importava.
E vivenciamos intensamente cada dia, cada hora, cada minuto.
Apenas tentando fazer a outra feliz.
Pequenos mimos, flores colhidas e colocadas num vaso sobre a mesa do café...
Frutas da estação partilhadas embaixo da sombra do pomar generoso.
Quantos banhos de chuva e de cachoeira...
A rede estendida na varanda, nós duas, abraçadinhas, contando as estrelas...
As conversas até altas horas, em nossa cama, depois de nos termos saciado na volúpia do prazer.
Que bons tempos! Agora apenas tenho como companhia o grito áspero do vento e o som monótono das ondas se quebrando na praia.
Você se foi... A nossa historia terminou.
Nunca mais poderei nos teus mergulhar os meus olhos.
Nunca mais nossas bocas se encontrarão.
Nunca mais sentirei o bater do teu coração sob a minha mão.
Nem teu corpo se aconchegará ao meu nas noites longas de inverno.
Por que, meu Deus, tudo tinha que acabar assim?
Então não era amor verdadeiro?
Era apenas uma ilusão passageira?
Por que fui me enganar tanto assim?
Permita-me, Deus do amor, a esquecer aquela que tocou o meu coração de uma maneira que ninguém mais o fez.
E que venham novos amores habitar o meu coração.
Porque a solidão não é uma boa companheira e o amor corre-me célere nas veias.
Que eu possa lançar minha âncora no cais seguro da afeição e do companheirismo.
Amém!
(SUELI CURRIEL)
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
PACIFICANDO A DOR
Na contramão do destino: superação!
Navegar em mares incertos e indóceis.
Mergulhar no abismo colossal da paixão,
sem temor, o fogo líquido correndo avassalador nas artérias...
Busco-te nas entranhas da minha dor,
encontro-te ali, encolhida e impávida
a fitar o vazio desmesurado do abandono.
Recolho-te em meu abraço enternecido.
Afasto um fiapo de cabelo do teu rosto
e procuro os teus olhos desvairados.
Sugo-te a boca num beijo sôfrego.
Línguas ávidas a se torturarem numa batalha sem vencidos ou vencedores.
Você ouve as batidas ritmadas do meu coração:
"Amo-te! Amo-te! Amo-te!"
E nessa cadência melodiosa você encontra o bálsamo para as feridas ainda sangrando.
Ficamos ali, pacificadas e serenas... Sonhando com um radioso amanhecer que pouco falta para acontecer.
Por enquanto é noite... Mas há um esplendoroso luar e o céu aveludado está coalhado de estrelas brilhantes.
Aguardemos, minha amada, o dia tão esperado.
Ele virá nos encontrar abraçadas e confiantes.
O amor supera tudo, sempre.
Eu te amo!
(SUELI CURRIEL)
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
PROJETOS DE AMOR
Não te afaste de mim! Não vê que te amo?
Não percebe que foi tudo uma miragem, uma ilusão?
Que você é o meu ancoradouro, o meu porto seguro?
Que preciso da tua mão firme e do teu abraço apertado?
Não gosto de te causar dor, sofrimento.
Quero apenas te fazer feliz, te dar todo o amor que mora dentro da minha alma.
Esse amor que você acordou depois de tanto tempo de solidão e abandono.
Quero trilhar um longo caminho com você, de mãos dadas e olhos postos no infinito.
Amada minha, o nosso amor estava escrito nas estrelas longínquas da imensidão do universo.
Ficaremos juntas embora as forças contrárias que insistem em nos separar.
Seremos mais fortes e nos desvencilharemos de todos os obstáculos.
O futuro nos aguarda, radioso e feliz.
Quero acordar em cada manhã e espiar o teu sono, despertar-te com um beijo doce e cálido.
Quero tomar banho de chuva com você.
Quero ver o pôr do sol com você ao meu lado.
Quero observar uma noite de luar com a cabeça repousada no teu ombro.
Quero contar as estrelas e fazer muitos pedidos para as estrelas cadentes que passarem diante de nossos maravilhados olhos.
Quero plantar um jardim a quatro mãos, cultivar rosas e orquídeas, nos embriagar com o perfume e beleza das flores.
Vida simples, vida plena. Sem complicações. Apenas eu e você. E o nosso amor.
Para sempre...
Eu te amo!
(SUELI CURRIEL)
terça-feira, 31 de julho de 2012
ANTÍDOTO PARA A DOR
Dentro de mim tudo é dor...
Tenazes em fogo rasgam o meu coração.
Hoje o desconsolo visitou minha alma.
Trouxe um pouco mais de amargura
a quem já vivia transtornada.
Respiro lentamente... Falta-me o ar.
Quero arrebentar as grades que aprisionam meu ser.
Quero sair para a rua, sentir o sol na minha pele.
Olhar as pessoas descuidadas da própria vida.
Sorrir para as crianças, afagar os cães perdidos.
Quero parar em uma praça, sentar-me em um banco,
cerrar os olhos e deixar as lágrimas caírem,
livres e abundantes.
Quero um bálsamo para esse sofrimento sem fim...
Como faço para encontrá-lo?
Talvez se procurasse em um bosque...
Ou no fundo de um rio...
Ou talvez quem sabe a chuva primaveril me viesse
trazer um alívio refrescante para o meu mal.
Mas eu acredito que é você quem me confortará.
Você com o seu olhar doce e terno.
Você com a sua voz mansa e serena.
Você com o abraço aconchegante e quente.
Você com o beijo apaixonado e arrebatador.
Arrebata a dor, arrebata a minha dor!
Vem, meu amor!
(SUELI CURRIEL)
segunda-feira, 30 de julho de 2012
ENCONTRANDO A PAZ
O dia foi um tanto estranho hoje.
Senti-me como se pulando de um "bungee jump".
Passei do choro desconsolado à risada histérica.
De uma crise depressiva a um surto de euforia.
Passei do inferno ao paraíso, das areias escaldantes do Saara às eternas neves do polo sul.
Perdi a razão, passei longe da normalidade.
Mas passou. Sempre passa.
Reencontrei o fio do equilíbrio, restaurei a sensatez.
A noite veio e me encontrou serena. Olhos límpidos, coração batendo sossegado no peito.
Até mesmo um meio sorriso bailando nos lábios.
Lá fora a brisa corre fresca e livre, trazendo cheiros doces e suaves.
Nossas mãos se encontram, se entrelaçam...
Encosto a cabeça no teu ombro e busco a tua boca.
Um beijo sela a nossa paz.
Mais uma vez o amor venceu!
(SUELI CURRIEL)
DOR
Encontro-me perdida em um estrada solitária...
Há desvios, desvãos, fim do caminho, negação.
Flores atiradas a esmo, o perfume evolando-se sob o sol a pino.
Eu não sei se vou, se fico, se tomo um atalho,
se me atiro em um precipício de cruéis sacrifícios.
O vento passa gritando teu nome, o corpo fica todo arrepiado,
o coração dá um salto mortal nesse peito que nem é mais meu...
As dúvidas dilaceram a minha alma, já tomada de angústia.
Pra que prosseguir, se eu sei bem onde isso vai dar?
E se fico, sei bem tudo o que irei amargar.
De uma maneira ou outra o sofrimento está lá, me aguardando.
Um sorriso mordaz nos lábios envenenados pela concupiscência.
Vou-me entregar a ele, sem reservas, de cabeça baixa...
Que ele venha e me ensine a dor sem limites.
Até que um dia eu encontre a paz... Para sempre!
(SUELI CURRIEL)
sexta-feira, 20 de julho de 2012
AMOR... O FIM.
Fico a pensar e o pensamento voa pelas lonjuras desta noite.
O coração palpita descompassado, querendo extravasar do meu peito.
A noite é enluarada, de sabores e cheiros tropicais.
Ouço passos lá fora, talvez sejam os teus...
Chego à janela, o rosto comprimido na vidraça.
Não vejo nada. Apenas o silêncio agarrando tudo com suas tenazes frias.
A esperança se cala.
Uma lágrima rola...
Você não virá.
Ficarei apenas eu dentro da quietude noturna.
Sem teu braço, sem teu abraço.
Sem a cadência do teu riso, sem o brilho do teu olhar...
Onde o beijo unindo nossas bocas famintas?
Onde o passeio de mãos dadas sob o luar?
Que amarga desilusão! Que rouba a magia dessa noite, povoada de encantos mil...
Acredito que não amanhecerá... Não para nós.
Tudo se findou nesse desencontro desencanto.
Desfaço-me em soluços calados...
Volto a ouvir passos. Passos esparsos ecoando na noite.
Quem vem ou quem vai?
É o amor, dizendo adeus para sempre.
É a tristeza,chegando para ficar...
Mais uma lágrima cai...
O leito me aguarda. Vou sonhar.
E talvez, nunca mais acordar...
(SUELI CURRIEL)
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Adeus...
Fiquei sem entender... Quando dei por mim você já tinha partido!
Meus olhos tentaram reter a tua figura, mas em vão. Passo a passo você se foi...
E em minha alma só ficaram resquícios de um amor que não deu certo.
Muitas lágrimas, muito lamento. A saudade me consumia por inteiro.
Noite após noite, dia após dia, eu te esperava e você não vinha.
A brisa noturna me trazia o teu cheiro. Cheiro de cabelos recém-lavados...
A lua minguando me lembrava o teu sorriso...
Eu ouvia a tua risada sem perceber que era apenas a orquestra noturna dos pássaros e insetos.
Meu mundo encolheu sem você. Melancolia e tristeza deram o tom aos meus dias.
Onde foi que eu errei? Por que você se foi?
Que amor era esse que se desmanchou no ar, feito bolha de sabão?
Onde as promessas sussurradas entre beijos e carícias?
E a terna troca de olhares, as mãos se procurando enquanto caminhávamos sob o luar?
Em que momento da nossa historia nos perdemos uma da outra?
Não consigo compreender...
E você nem me deu uma chance de me explicar, de te questionar.
Acabou assim... Sem delongas, sem sequer um prévio aviso.
Agora eu tenho que caminhar sozinha, sem a tua presença, o teu amparo.
Porque você não vai mais voltar para mim. Pois fiquei sabendo que você encontrou um novo amor...
Então apenas me resta conformar-me com a situação e me alimentar das lembranças, que são tantas...
Lembranças de um amor que por tanto tempo me plenificou.
Mas que, talvez por descuido meu, se acabou...
(SUELI CURRIEL)
domingo, 1 de julho de 2012
DE MÃOS DADAS COM A SOLIDÃO
A noite estava linda... A lua se agigantando, quase plena em seu esplendor.
Soprava uma brisa fresca, agradável. Uma noite propícia para caminhar.
E eu fui, mas não estava sozinha. Fez-me companhia uma doce e querida amiga, que há muito eu não via.
Somos muito íntimas, muito ligadas. Andamos de mãos dadas, compartilhando olhares e trocando confidências.
Ela me conhece a fundo e teceu algumas considerações a meu respeito que, não fosse a amiga que é, provavelmente eu ficaria enraivecida.
Porque a gente sabe, a verdade dói muito. E custa-nos a enxergá-la quando se trata da nossa própria verdade.
Mas eu acatei os seus comentários e meditei longamente sobre eles.
E cheguei a algumas conclusões bastante interessantes a meu respeito. Mas essas considerações são muito particulares e eu não vou divulgá-las, para o meu próprio e o bem alheio.
Mas o que eu queria deixar registrado aqui, é que, quando silenciamos o nosso caos interno, conseguimos nos ver tal qual somos, sem máscaras, sem artifícios.
O barulho do mundo nos impede de nos adentrarmos, de nos conhecermos a fundo.
Então foi necessário que essa bela amiga, que se chama Solidão, se aproximasse de mim e me permitisse essa viagem interior.
Solidão, ah, quanto tempo eu não te permitia em minha vida. Fez-me falta, embora tenha estado muito feliz nos últimos tempos.
Prometo-te não me afastar tão longamente de ti, terna amiga.
Porque eu sei que a tua presença é-me muito necessária em alguns momentos.
E ontem foi um desses momentos, e eu te agradeço por isso.
Até algum dia!
(SUELI CURRIEL)
quarta-feira, 27 de junho de 2012
DOCE INVERNO...
O inverno chegou... Mas num país tropical como o nosso é até estranho falar de inverno.
Mas ele está aí, eu o sinto olhando pela janela e vendo o céu de um azul mais carregado, a minha pele sente o ar mais frio.
As manhãs são frias. Com o decorrer das horas o calor aumenta, e à medida que o sol declina, volta a esfriar. Um pouco, apenas um pouquinho.
Mas eu gosto. É uma deliciosa estação! Depois de passar calor o ano inteiro, um friozinho é sempre bem vindo.
Acho que eu deveria ter nascido num país nórdico, onde a estação fria é mais prolongada. Adoraria esquiar na neve, namorar perto de uma lareira, tomar chocolate quente todos os dias.
Claro que teria os inconvenientes, como ter que sair da cama quentinha e enfrentar os rigores do clima frio. Haveria tempestades de neve, não poderia sair de casa, ficaria ilhada num mundo de neve e gelo.
Teria que redobrar os cuidados com a pele e a alimentação.
Mas, enfim, ia amar mesmo tudo isso!
Mas, claro, isso é só um desejo. Vou ficando por aqui mesmo, nesse calor infernal. E de vez em quando um friozinho de nada para amenizar.
Por isso eu celebro mesmo essa estação, muito vento na cara, deixando a pele se arrepiar ao contato da brisa fria.
O único calor que eu suporto com prazer é o calor do beijo da minha amada. Esse não é frio de jeito nenhum e eu também adoro!
Mas quem poderia dizer que estou errada?
(SUELI CURRIEL)
sábado, 16 de junho de 2012
AMOR E PAZ
Acordei e o sol estava lá fora, brilhando opaco, através de densas nuvens.
Talvez chova, talvez faça frio. Ainda não sei. O tempo é muito imprevisível.
Assim como eu...
Hoje amanheci serena, tranquila e em paz comigo mesma e com o mundo.
Mas daqui a pouco não sei. Posso ficar melancólica, irada ou completamente doida.
Deve ser mal de quem carrega muita água no mapa astral. Peixes com ascendente em peixes.
É, deve ser isso.
Mas em todo caso, seja qual for o meu estado de espírito, existe um elemento pacificador, diante do qual eu fico absolutamente sossegada.
Você.
Você consegue me deixar em harmonia comigo mesma.
Apenas você, teu sorriso, tua voz suave, teu toque macio, teu beijo "caliente".
E o sol volta a brilhar! E a vida fica mais risonha! E o mundo um lugar melhor pra viver.
Amo muito você!
(SUELI CURRIEL)
domingo, 10 de junho de 2012
INDAGAÇÕES ÍNTIMAS
Estou perdida dentro dos meus pensamentos.
Longe de você, dos teus olhos, do teu abraço.
Sinto-me só e desamparada.
Penso que a luz está apagada, mas é apenas impressão.
É somente minha alma que se eclipsou da tua presença.
Quando será? E esse dia que nunca chega?
Será que um dia vai chegar mesmo?
Ou isso é apenas uma ilusão?
Penso, às vezes, que sim.
Que tudo não passa de um sonho.
Um sonho que construímos juntas, mas que acordaremos e nada daquilo será real.
Não quero me perder de você.
Você é a minha âncora, sem a qual eu fico à deriva.
Você me resgatou da minha solidão, trouxe uma lufada de ar fresco na minha vida insossa.
Você ensolarou meus dias frios e angustiantes.
Trouxe cor nas minhas paisagens cinzentas.
Pegou-me pela mão, me mostrou um mundo que eu nem imaginava.
Deu-me a conhecer o céu e as estrelas, constelações e nebulosas.
Indicou-me um caminho atapetado de flores perfumadas.
Juntas construímos castelos de areia e ríamos quando a onda os desmanchava.
Aprendi com você a amar a natureza, os animais e as crianças.
Com você consegui superar meus receios e dúvidas.
Agora eu te sinto distante, como se os nossos laços estivessem se rompendo.
E a dor vem visitar meu coração, trazendo inquietação e desassossego.
Quando nos teremos apenas para nós mesmas?
Sem impedimentos, sem empeços, sem nada entre nós?
Apenas o bater contínuo e ritmado de nossos corações.
Apenas o som da nossa respiração.
Apenas o murmurar do nosso beijo.
Apenas o calor dos nossos corpos.
Apenas eu e você.
E o amor.
(SUELI CURRIEL)
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