Um cantinho pra reunir beleza, amor e poesia. Em que podemos deixar a feiúra da vida lá fora, longe de nossos corações. Seja bem-vindo!
sábado, 24 de março de 2012
NAUFRÁGIO
A doçura transbordou toda... e ficou pingando no piso frio.
Foi desperdiçada nas palavras que não foram ditas, no beijo que não foi trocado, no amarfanhar dos lençóis que não foram usados...
Agora quem manda é a amargura, o fel, o desar...
Viverei apenas de lembranças?
Ficarei perdida como náufrago em alto mar?
Sem que me apareça uma única embarcação pra me resgatar desse oceano de dor?
Será que conseguirei chegar em segurança em alguma ilha perdida, cercada de paz?
Talvez sim... Então recolherei seixos e conchas e com elas formarei apenas um nome que meu coração não cessa de murmurar: você...
(SUELI CURRIEL)
sexta-feira, 23 de março de 2012
E ENTÃO?
De repente você chegou!
Entrou em minha vida como o sol penetra em um quarto sombrio, iluminando e aquecendo todos os cantos.
Como um furacão você varreu a ordem tão ciosamente cultivada nos meus dias.
Como uma chuva fresca você inundou minhas horas mornas e entediantes.
Como um calor de uma tarde de verão você derreteu o gelo que envolvia meu coração.
Seduziu-me com o teu sorriso cativante, teu olhar faiscante de desejo, tua voz quente, teu cheiro doce...
Fiquei irremediavelmente perdida no teu abraço, emaranhada na teia do teu querer...
Uma paixão avassaladora tomou conta de nós...
De onde você veio?
De qual arco-íris foi arremessada, já que trouxe tanta cor aos meus tons de cinza?
De qual estrela perdida na infinitude do universo você me foi entregue?
Por que caminhava sozinha, apartada da minha companhia?
Onde você estava escondida, que te procurei tanto tempo e não te achei?
Agora você vira meu mundo de cabeça pra baixo, mina as minhas estruturas mais sólidas, põe em xeque as minhas mais profundas convicções.
O caos se instalou onde antes havia apenas ordem.
O que você deseja de mim? O que espera de mim?
Por quais estradas caminharemos? Quais edifícios construiremos juntas?
Devemos mesmo continuar alimentando esse sentimento que nos perturba o sono, que invade nossos sonhos?
Será que devemos rasgar o véu da incerteza que povoa nossas horas de aflição?
Eu quero você...
Preciso urgentemente te tocar, te sentir, te realizar...
Caminhar de mãos dadas com você até os confins do universo. Lá, onde há a sinfonia maravilhosa regida pelo silêncio das bocas cansadas.
Onde não há mais dúvidas, amarguras e dor.
Amor... Amor... Eis-me aqui!
(SUELI CURRIEL)
quinta-feira, 22 de março de 2012
DOCE ACONCHEGO DO AMOR
Minha taça transbordou de fel!
Agora preciso de uma dose de mel!
Do mel dos teus beijos... da tua boca macia.
Caminhei... Andante sem rumo...
Encontrei descaminhos, desvios, desvãos.
Quero encontrar um porto seguro no calor do teu abraço.
Ancorar meu barco no cais do teu afeto.
Estou descalça, desnuda, desamparada, desesperançada.
Vou procurar a esperança no afago do teu olhar, olhos de céu e de mar...
Cansada, sedenta, faminta, mendiga...
Venha ser meu alimento, meu alento, meu acalanto, meu canto de paz...
Desiludida, perdida,sofrida, varrida (de todos os sonhos)...
Venha me aconchegar em teu regaço, em teu braço, em teu abraço de ninar...
Vou para ti com os pés sangrando, o corpo dorido, a alma tresloucada de dor..
Venha ser o meu bálsamo, meu refrigério, a cura para o meu mal...
Meu coração está estiolado, ressecado, estraçalhado, sem querer mais bater.
Dê-me o tesouro guardado em teu coração pra ele voltar a viver.
Seja o meu farol, o meu sol, minha estrela guia, meu caminho de luz...
Dê-me a tua mão, firme e segura, e caminhe comigo nesta estrada para o infinito...
Infinito de sonhos, sonhos construídos de matéria real, tecidos de beleza e eternidade.
Onde a felicidade nos aguarda, onde a ternura nos espera, e a vida apenas será:
Amor, doce encanto a nos afagar!
(SUELI CURRIEL)
terça-feira, 20 de março de 2012
SOLIDÃO...
A solidão é algo extremamente complicado de se lidar, tendo em vista que o homem é um ser gregário por natureza.
Ninguém vive muito tempo só sem adoecer.
Ninguém é uma ilha!
Precisamos, portanto, de nos reunirmos com os nossos semelhantes, seja pra trocarmos energia, nos comunicarmos ou simplesmente ficarmos juntos.
O ser humano precisa de contato, precisa de toque, precisa sentir a proximidade de outro ser humano.
Eu concordo que um pouco de isolamento é necessário, às vezes. São momentos em que precisamos estar apenas conosco mesmos, colocar as ideias no lugar, refletirmos, repensarmos nossa vida, tomarmos decisões importantes, enfim, fazermos um balanço acurado da nossa existência.
Mas, de uma maneira geral, precisamos conviver com o próximo, seja no lar, no trabalho, na sociedade, no lazer.
Ninguém pode dizer que é sozinho, pois estamos sempre com pessoas ao nosso redor. Eu posso morar sozinha, mas vou ter sempre um vizinho; posso trabalhar sozinha, mas vou ter sempre que lidar com terceiros na minha atividade profissional.
A maioria das pessoas busca companhia, em todos os momentos do dia. É muito saudável e prazeroso.
Acredito que a solidão, em relação à vida afetiva, pode ser um tormento muito grande para algumas pessoas.
Elas se sentem infelizes quando estão sós, ficam carentes e até mesmo depressivas.
Infelizmente, nesses casos, uma boa maioria acaba se atirando desesperadamente à procura de uma parceria, que possa preencher seus anseios e desejos mais recônditos.
É justamente aí que mora o perigo, porque nessa busca podemos encontrar quantidade, porém qualidade dificilmente se vai alcançar.
Há criaturas que passam de um relacionamento a outro, incansavelmente, sem conseguirem encontrar aquilo que elas acreditam que possam plenificá-las.
Mas eu penso que a primeira providência a ser tomada nestes casos é uma conscientização do indivíduo acerca do seu próprio valor. Acreditar-se, estimar-se, amar-se.
Temos que aprender urgentemente a nos amar para somente então amar o outro ou ser amado pelo outro.
Ninguém vai preencher nossos vazios, atender nossas carências. Apenas nós, e tão somente nós, é que podemos fazer isso.
Todo ser humano é um ser único e especial. Cada um tem o seu valor individual dentro do contexto geral.
Devemos adentrar em nosso íntimo e descobrir as nossas potencialidades, algumas até adormecidas, e trabalhá-las para que elas consigam fazer a diferença no meio onde fomos chamados a viver.
E, assim, estaremos prontos a nos entregarmos ao outro, ao amor pleno que encherá nossos dias de alegria e paz.
(SUELI CURRIEL)
segunda-feira, 19 de março de 2012
UMA CHAVE PARA O CORAÇÃO
Estou aqui, parada em frente à tua porta. Em frente à porta do teu coração.
Devo entrar ou não? Você me aceita do jeito que eu sou, sem tirar nem pôr?
Olhe nos meu olhos... o que você enxerga? Amor, ternura, paixão,desejo?
E seja lá o que for que você vê, isso basta?
O que você espera de mim? Companheirismo, alguém pra dividir tudo, ou apenas uma parceria agradável pra dividir uns poucos momentos?
Pense em mim como uma pessoa disposta a quebrar barreiras, enfrentar obstáculos, abrir mão de certos confortos, passar por cima dos preconceitos, apenas para ter o direito de ser feliz.
Não me incomodo de ir até os confins do universo, desde que seja para fazer o ser amado feliz.
Eu correria a maratona de Nova Yorque se soubesse que isso ia arrancar um sorriso teu.
Eu escalaria o Monte Everest se soubesse que você ia estar me esperando lá no pico pra me recepcionar com um beijo ardente.
Não, eu não fujo da raia. Eu realmente visto a tua camisa, se achar que isso vale a pena.
Mas também tem algo a meu respeito que você deve conhecer, pra depois não alegar ignorância. Estando comigo você vai transitar entre o céu e o inferno. Terá momentos de alegria e felicidade mesclados com instantes de profunda raiva e frustração. Terá sorrisos misturados com lágrimas, borboletas esvoaçantes no estômago, coração palpitando acelerado, momentos de euforia seguidos de surtos depressivos.
Pense bem: você realmente deseja que eu adentre o teu coração? Quer mesmo correr todos os riscos?
Se sim, se você me deseja aí, alojada nesse coração já tão sofrido, estou apenas esperando um sinal.
E então poderemos conhecer as delícias e os tormentos dessa união que já se delineia em nossos olhares, no compasso das batidas dos nossos corações e na sede insuportável das nossas bocas se beijarem.
Estou aguardando...
(SUELI CURRIEL)
domingo, 18 de março de 2012
O AMOR E AS ROSAS
Elas chegaram pela manhã. Um pouco depois das nove. Uma dúzia delas. Vermelhas.
Junto com elas veio o cheiro do teu amor, a suavidade do teu beijo, o frescor do teu riso.
Fiquei extasiada, abraçada com o buquê, aspirando o suave perfume, sentindo a maciez das pétalas.
Coloquei num jarro com água, e fiquei olhando, durante algum tempo. Tentando entender a extensão desse amor. Desse amor incansável e terno, que me preenche todo o vazio que carreguei tanto tempo na alma.
Fiquei pensando em como nossas almas estão conectadas, e há tanto tempo. Tanto, que nem quase três décadas de separação conseguiram afrouxar.
Onde foi que tudo começou? Não, não foi há vinte e sete anos, quando o teu olhar cruzou com o meu pela primeira vez. Foi antes, bem antes. Nem temos sequer a mais ligeira ideia.
Mas em algum ponto da linha do tempo ele nasceu. Éramos dois indivíduos distintos, vivendo cada qual a sua vida e de alguma maneira, nos esbarramos, nos olhamos e sentimos algo inexplicável brotando em nosso íntimo, irreversivelmente.
Nem sempre foi harmonia, nem sempre foi fácil. Lutamos bravamente contra o sentimento que inundava nossas almas. Mas foi em vão. O sentimento foi crescendo, crescendo, até tomar totalmente conta de nossas vidas.
E caminhamos, lado a lado, durante muitas vidas. O sentimento se fortaleceu através dos séculos, enfrentando dificuldades e obstáculos.
Cultivamos a amizade, o afeto e a ternura. Fomos filhos e pais, irmãos, amigos, amantes.
E, nessa atual existência, quando nos olhamos pela primeira vez, apenas retomamos a nossa historia, de onde ela havia parado.
Por isso foi tão intenso, tão deliciosamente irresistível. E em pouco tempo já havíamos nos fundido de novo, em um só ser.
E, embora tenha havido um ligeiro afastamento, o sentimento não mudou, não perdeu o viço e a graça.
E, hoje, ao receber as rosas, consegui visualizar nós, lá no futuro, nos amando sempre e com mais intensidade, caminhando de mãos dadas em direção ao infinito...
Eu te amo!
(SUELI CURRIEL)
sexta-feira, 16 de março de 2012
O AMOR E O TEMPO... NADA MUDA
Cai a chuva lá fora!
Os pingos escorrendo pela vidraça me fazem lembrar os teus olhos, olhos líquidos, chorando numa tarde, há muito tempo...
Eu disse adeus e fui embora...
Você ficou só e ferida. Abandonada à própria sorte, sem o amparo do meu abraço, sem o calor do meu corpo junto ao teu.
Tua boca ficou vazia da minha. No lugar dos beijos, gritos de dor.
Não mais as conversas até de madrugada, nem as risadas partilhadas, nem o entregar-se ao doce exercício do amor.
Você tentou me reter, mas em vão. Eu tive que partir para uma batalha sem sangue, uma guerra sem feridos.
E nada podia me deter, nada.
Nem mesmo o teu amor incondicional, a tua amizade e companheirismo constantes. Nem mesmo a extasiante sensação de fogo percorrendo minha pele quando você se aproximava de mansinho querendo me amar...
E os anos se passaram, lentos e inexoráveis. A dor da separação foi amenizando aos poucos, até se tornar apenas um borrão na lembrança.
E um dia, eu voltei de minhas andanças. Mas você já havia se acomodado à dor, tinha retomado as rédeas da tua vida.
Mas um olhar nos traiu, uma palavra, apenas uma frase conseguiu remover as barreiras defensivas que você havia construído ao longo dos anos.
E o amor novamente se fez entre nós. De uma maneira doce e inexplicável, como se o tempo não tivesse escoado pela ampulheta da vida.
E tivemos que contornar todos os obstáculos, naturais após tanto tempo distantes. Um a um, foram superados.
E aqui, estamos, novamente de mãos dadas e corações unidos, escutando o barulho da chuva que insiste deliciosamente em cair lá fora.
A minha boca procura a tua, com suavidade e ternura, e um beijo sela como uma promessa esse amor, que com certeza, estava escritos nas estrelas
Eu te amo!
(SUELI CURRIEL)
sexta-feira, 9 de março de 2012
A LOBA SOLITÁRIA
Como é difícil definir alguns sentimentos que nos invadem, às vezes nas horas mais impróprias!
Como é complicado se autoanalisar e reconhecer seus próprios erros e limitações.
Hoje me olhei no espelho da verdade e tomei um susto. Era uma estranha que me fitava do outro lado do espelho. Alguém que eu não conhecia mas que estava ali, diante de mim, me questionando, me apontando um dedo acusador, me fazendo até mesmo ameaças.
Fiquei um momento aturdida, sacudi a cabeça e o momento passou. Era eu novamente, com a velha máscara de todos os dias, firmemente afivelada ao meu rosto.
Mas ficou aquela sensação pairando em minha mente. Uma sensação de ter descoberto um segredo muito sujo e escabroso.
Quem sou eu realmente?
Será que me enganei tanto tempo assim? Será que fugi tanto do conhecimento de mim mesma?
Onde estão e quais são os meus verdadeiros valores?
E por que uma face tão horrenda por baixo dessa máscara que insisto em usar?
Será que todos os seres humanos têm esse mesmo problema? Ou não se dão conta?
Eu só sei que aqui, dentro do mais profundo eu, mora uma loba solitária, sedenta de sangue e faminta pela caça. Uma predadora nata, violenta nos seus gestos e incontida nos seus desejos.
Mas, é claro, nunca deixo que ela venha completamente à superfície. Não, não. Ela assustaria e machucaria muita gente.
Mas, de vez em quando, eu permito que ela mostre suas garras e um ou outro acabam saindo arranhados e feridos.
Eu tento cultivar a doçura e a meiguice. Espero que isso ainda faça parte realmente da minha personalidade.
E que a velha loba solitária acabe morrendo de fome ou então, que se torne vegetariana e saiba conviver em harmonia com o resto da humanidade.
Mas enquanto isso não acontecer, prefiro deixá-la lá dentro, escondida até mesmo de mim.
Pode uivar o quanto quiser, menina má, aqui não há lugar para você.
Fique ai mesmo, recolha-se à sua insignificância, antes que tudo acabe mal pra nós duas.
E nem adianta implorar só porque é noite de lua cheia. Eu quero sossego, quero dormir em paz, sem carregar um peso na consciência de ter feito alguém sofrer.
Talvez você não saiba, mas a minha porção boa ama muito a humanidade, embora deteste alguns, em particular.
Mas é essa porção de amor, ainda embrionária, que me fará um dia cantar hinos com os anjos.
E que venha esse dia e que eu possa ser feliz!
(SUELI CURRIEL)
domingo, 4 de março de 2012
ALMAS AFINS... AMOR SEM FIM!
Hoje a felicidade veio me servir o café da manhã na cama.
E próximo à janela do meu quarto havia uma orquestra de pássaros executando uma sinfonia celestial.
O sol se vestiu de dourado e o céu do mais profundo anil.
O verde das árvores estava brilhante e as flores se engalanaram com as mais diversas cores.
O ar estava puro e a temperatura cálida.
O meu coração transbordava de amor, um amor profundo e tranquilo, onde a certeza de ser amada marcava o ritmo dos batimentos.
Olhei-me no espelho: vi o brilho dos meus olhos e a serenidade da minha expressão. Sorri para a imagem refletida e cantarolei um trecho de uma canção de amor.
Lembrei-me de você: teus olhos mergulhados nos meus, inundados de um doce sentimento. Tua boca tão próxima à minha. Um beijo nos uniu ainda mais. As batidas dos corações se misturaram e naquele momento o mundo lá fora deixou de existir.
Aqui dentro só existia nós. Nós e nosso amor.
Amor gigantesco, que atravessou séculos enfrentando obstáculos e separações, tristeza e saudade.
Amor que assistiu às ascensões e quedas de impérios. Que viu o sangue dos mártires e o copioso pranto dos órfãos e viúvas de guerra.
Amor que resistiu ao tempo, que se manteve incólume mesmo diante das mais dolorosas dificuldades.
Hoje aqui estamos. Mãos dadas, almas vibrando em uníssono e a profunda certeza de que nossos corações estarão unidos pela eternidade.
Que esse amor produzirá flores, frutos e bençãos sublimes.
Que assim, corações entrelaçados, caminharemos de encontro ao Criador do Universo para nos vestirmos das luzes radiantes da perfeição espiritual.
Meu amor, eu te amo!
(SUELI CURRIEL)
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
CADA UM NO SEU QUADRADO
Hoje me peguei pensando em nós... ou na impossibilidade de nós. Acho que continuaremos sendo: eu aqui, você acolá. Sem formarmos um par, um casal.
Vamos ter que nos contentar com cada um vivendo no seu próprio quadrado, vivendo a sua própria vida, sem misturarmos nossas emoções, nossos desejos, nossos sonhos.
O que impede o nosso amor de se consumar? Responda-me você.
Eu estou livre para vivenciar qualquer historia de amor. E você?
Até quanto você se dispõe a ir pra realizar um sonho de décadas?
Um sonho solitário, é bem verdade. Mas que você acalentou, ano após ano, mesmo que nem sempre estivesse consciente disso.
Você me amou tanto e agora que estou aqui, na tua frente, disposta a partilhar este amor, sem saber o tempo que ainda nos resta, você recua.
Eu imagino que você tenha todos os motivos plausíveis para adiar a consumação desse projeto.
Mas até quando? Quanto tempo ainda temos? Até quando a vida vai nos esperar? Posso te garantir que não indefinidamente.
Agora é a hora! Sejamos felizes já! Paguemos o preço.
Ou então vamos engavetar esse projeto e deixá-lo lá, empoeirado, amarelecido pelo tempo, esperando que as futuras gerações tome conhecimento de um sonho de amor que nunca deu certo.
(SUELI CURRIEL)
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
FELIZ ANO NOVO! TCHAU ANO VELHO!
O ano está findando... Tchau ano velho! Já vai tarde.
Agora é esperar pelo novo. Novo ano, novas esperanças, novos planos, novas perspectivas.
Um sopro de brisa fresca em nossas almas. Que 2012 revigore nossas energias já tão gastas nesse ano que já deu o que tinha que dar.
Promessas, muitas promessas. Projetos, planejamentos, ano novo, vida nova, novos amores, novos sonhos.
Isso tudo traz um novo alento ás nossas tão cansadas almas. Cansadas de lutar, de esperar, de brigar, de espernear.
Um ano é muito tempo? Ou é pouco tempo? Depende...
Muito tempo para sofrer, pouco tempo para ser feliz.
Doze meses, cinquenta e duas semanas, trezentos e sessenta e cinco dias.
Podemos usar esse tempo para modificar um tanto de coisas que achamos erradas em nossas vidas.
Podemos utilizá-lo para sair em busca de um novo emprego, de um novo projeto de vida, um novo amor...
Usarmos esse tantão de tempo para criarmos juízo ou adquirirmos algumas virtudes, ou pelo menos um esboço delas.
Ou podemos simplesmente ficarmos a ver os dias passarem, calmos e preguiçosos, sem nos renovarmos, sem nos preocuparmos com nada. Deixar passar a vida (ou o ano) em brancas nuvens.
É sempre uma questão de escolha. Nós somos os arquitetos do nosso destino.
Das nossas escolhas dependerá como será esse ano que vem chegando de mansinho.
Talvez, se optarmos por bons caminhos, no final do ano nem queiramos que o ano vá embora.
Não estaremos querendo chutar o ano velho. Apenas nos despediremos dele com alegria e gratidão.
E querendo que o ano seguinte seja tão bom (ou melhor) que o ano velho.
Seja qual for a sua escolha, não esqueça de comemorar a chegada no novo ano com alegria e otimismo, tentando deixar para trás tudo aquilo que foi ruim em sua vida.
E ainda que pareça curto, e que acabe, eu te prometo, existe vida depois que soar a última badalada do ano velho!
(SUELI CURRIEL)
sábado, 17 de dezembro de 2011
FIEL, SER OU NÃO SER, EIS A QUESTÃO.
Fiquei pensando seriamente numa frase que me disseram hoje:
"Você tem que ser mais flexível em um relacionamento senão fica difícil a convivência."
Então está certo. Mas vamos em primeiro lugar definir o que é ser flexível.
Pelo que consta, ser flexível é aceitar algumas coisas que ás vezes ou quase sempre, não concordamos. Então relevamos, ou fazemos de conta que não vimos, ou que isso não nos perturba, apenas pra não haver atritos desnecessários.
Isso eu concordo. Acho mesmo que num relacionamento maduro os envolvidos devem tolerar determinadas diferenças, compreender certas limitações no outro.
Às vezes um dos parceiros gosta de dormir cedo, o outro gosta de ir bem mais tarde.
Um é superorganizado, o outro é bagunceiro.
Um começa a apertar o tubo de creme dental lá na pontinha, o outro prefere apertar logo no meio.
Alguns gostam de sair, outros não. Uns gostam de assistir televisão, o outro detesta.
Um adora futebol, o outro odeia.
Enfim, milhares de pequenas diferenças que acabam por enriquecer a vida em comum.
Mas... Acontece que quando essa frase foi dita estávamos falando de algo um tanto mais sério: traição, lealdade, fidelidade.
Então alguém faz o favor de me esclarecer, como se pode ser flexível com um assunto deste?
Quando se fala em amor, isso pressupõe algo muito básico como o respeito. E quem respeita o outro, não comete nenhum ato de traição.
Quem ama verdadeiramente, não vai jamais cogitar em olhar pra outra pessoa com segundas, terceiras ou quintas intenções. Muito menos cometer o ato mais vil de todos: a infidelidade.
Que amor é esse? No coração de quem ama realmente não há lugar pra mais ninguém. Mesmo que seja para uma simples conjunção sexual.
Porque acreditar que apenas transar com uma terceira pessoa não significa traição é banalizar demais uma coisa tão maravilhosa como o sexo.
Então eu acredito sim, que sou inflexível nesse assunto, que endureço muito.
Numa relação de amor não cabe um ato tão escabroso como uma traição.
E o que eu não quero pra mim, também não acho justo fazer com o outro.
Compartilhar, ah, esse eu deixo para o Facebook. Lá você pode compartilhar o que quiser, com quem desejar.
Numa relação a dois não há espaço pra mais ninguém, ninguém mesmo.
E, sinceramente, não gosto muito do número três, odeio triângulo, prefiro muito mais duas linhas paralelas, caminhando lado a lado.
E se tiver que ser flexível a ponto de aceitar uma deslealdade, prefiro ficar solitária o resto da vida.
Porque amor-próprio também faz bem pra pele. Como dizia um antigo ditado:
"Antes só do que mal acompanhada!"
(SUELI CURRIEL)
sábado, 1 de outubro de 2011
REENCONTRO...
Acordo... O quarto está às escuras.
Através da janela aberta consigo ver uma nesga de céu, aveludado e pontilhado de estrelas.
Percebo duas estrelas, brilhantes e muito próximas. Parecem seus olhos, mas não são.
Fecho os meus próprios olhos e me pego a sonhar com você.
Lembra, de quando tudo começou? Magia é a palavra certa. Foi mágico, surpreendente!
Em um momento éramos dois indivíduos, cada um com sua história. No outro, em seguida, nos tornamos apenas um. Apenas um corpo e uma mente, ligados pelo desejo de nos tornarmos um só coração.
Rolo na cama, as lembranças me deixam com um sabor de saudade.
Saudade daqueles dias, tão doces e belos.
Uma saudade tão grande, que me impulsiona a te resgatar das brumas do passado.
E você retorna, e novamente nossas almas se tocam.
Eu posso novamente mergulhar os meus olhos nos poços escuros dos seus olhos.
E não quero sair de lá, nunca mais.
Quero me perder neles, sem esperança de ser resgatada.
Quero ficar para sempre emaranhada no cipoal do seu amor.
Lá fora ainda é noite, mas não demora muito vai chegar o dia, vibrante e colorido.
Aquelas duas estrelas ainda me fitam. Sim, são os seus ternos olhos, a vigiar o meu sono, para que nada o perturbe.
Sinto uma desmesurada paz, meus olhos vão se fechando lentamente, então adormeço...
(SUELI CURRIEL)
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Saudades...
Por que a amargura toma-me por vezes?
Ainda que o sol brilhe lá fora, sinto-me mergulhada nas sombras do desespero.
As lágrimas toldam-me os olhos, escorrem pelo meu rosto. Sinto o gosto salgado delas.
Abro a janela e o vento vem sussurrar uma doce canção de amor. Olho o jardim: as árvores estão despindo suas folhas. É outono! Tempo de se preparar para um longo inverno.
Não há mais sementes de esperança armazenadas nos refolhos da minha alma.
Tudo parece crestado, seco, desolado...
Que saudades dos dias brilhantes da primavera! Quando a natureza fazia a festa nas flores coloridas. E a música dominante era o alarido dos passarinhos namorando nos ninhos.
Saudade da chuva caindo no telhado, inundando a terra e o regato.
Saudade de quando o meu coração abrigava a tua doce presença.
E o teu sorriso inundava de esperança minha vida.
E os dias passavam céleres, mas felizes.
Mas um dia você se foi e carregou consigo todo o sentido de viver.
A vida nos separou, a mesma que um dia nos uniu.
Você está longe. Longe dos meus olhos e do meu coração.
Onde você está? Por quais estradas tem trilhado todo esse tempo?
Será que também não sente saudades daqueles dias embriagados de amor?
Por que não volta para os meus braços carentes de você?
Se estiver me ouvindo, responda, meu amor!
Vamos reconstruir o nosso antigo abrigo. Abrigo de paz e quietude.
Onde o único som é o bater ritmado e uníssono de nossos corações.
Eu te amo...
(SUELI CURRIEL)
terça-feira, 21 de junho de 2011
Atiraste uma pedra!
Em algum lugar, nessa grande estrada que é a vida, vamos encontrar as pedras que atiramos a esmo em algum momento que ficou para trás.
As pedras estarão lá, nos aguardando. Vamos ter que dar conta delas. E elas, com toda certeza, vão nos incomodar. Mas elas são nossas, fomos nós que as atiramos, devemos recolhê-las e dar um destino correto a elas.
Sabe a expressão: uma pedra no sapato? É bem por aí. No sapato, ou formando um galo na nossa testa, ou esfacelando nosso coração, não sei.
O que sei é que vamos ter que dar conta delas... Também, quem mandou jogá-las!
Podemos até parar a nossa caminhada por essa estrada. Mas nunca conseguiremos prosseguir sem toparmos com as pedras da nossa irresponsabilidade, do nosso desamor, da nossa indiferença, do nosso orgulho e egoísmo. Não há como ir adiante.
Talvez tenhamos que recolher todas as pedras e erigir um edifício. Talvez um templo sagrado, onde habite o amor, a paz, a compreensão, a solidariedade e a humildade.
Tudo aquilo que ainda não conseguimos construir dentro de nós. E que jamais construiremos se não nos dispusermos a arrancar as pedras do caminho, ainda que com isso machuquemos nossas mãos, pés e coração.
Quando tivermos concluído essa tão ingrata mas necessária tarefa, talvez possamos voltar a caminhar.
E nessa nova etapa da nossa jornada, talvez troquemos as malfadadas pedras por flores.
Vamos atapetar o nosso caminho de belas e perfumadas e coloridas flores. Para iluminar nosso caminho e o daqueles que estiverem na retaguarda.
E à medida que formos por essa estrada florida, o caminho deixará de ser horizontal e a passará a vertical, e iniciaremos a conquista do nosso glorioso destino, onde poderemos caminhar lado a lado com os anjos.
Que assim seja!
(SUELI CURRIEL)
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A vida e o ser
Quanto mais o tempo passa mais eu me conscientizo da minha insignificância diante da profunda amplidão da vida e do universo.
Sinto-me algo menos que um grão de poeira... Um nada ao sabor do infinito.
E nesses momentos fico pensando como nos apegamos a mesquinharias, como sofremos por tão pouco.
A vida seria muito mais saborosa e doce se nos lembrássemos sempre da nossa pequenez diante da grandiosidade dela.
Há quem diga que a existência é apenas um piscar de olhos na eternidade. Concordo plenamente.
Acredito que não deveríamos nos ater aos problemas insignificantes que tanto nos atormentam. Eles passarão, assim como a existência , muito rapidamente.
O que torna a vida produtiva é a busca incessante por tudo aquilo que nos torna melhores e ajuda a melhorar o mundo em que vivemos.
Há tanto o que se fazer, em tantas áreas, em tantos lugares, que não dá pra simplesmente cruzarmos os braços e alegar cansaço, ou falta de tempo, ou até mesmo desinteresse.
Pode até não parecer, mas um pequeno gesto de bondade que praticamos no dia-a-dia faz desse mundo um lugar melhor para se viver.
Plantar uma árvore vai ajudar a reduzir o problema do aquecimento global.
Alimentar uma criança faminta, uma vez que seja, vai diminuir a fome no mundo.
Cultivar um sorriso vai contribuir para trazer alegria à vida de todos.
São pequenos gestos, apenas singelas atitudes, que vai trazer um pouco de paz ao atual mundo tão sofrido.
Não são necessários gestos heróicos, nem aparecer na mídia. Basta apenas um pouco de boa-vontade.
Talvez você possa começar nesse mesmo instante, concedendo um olhar de ternura para alguém do seu lado, ou visitar seu vizinho doente, ou procurar aquele velho amigo pra dizer a ele o quanto você lhe quer bem.
Somente assim, agindo desse modo, conseguiremos nos tornar um pouco mais significativos diante de tanta grandeza: a vida, o universo, Deus...
(SUELI CURRIEL)
quarta-feira, 1 de junho de 2011
VIAJANDO A VIDA
Estava ainda escuro quando embarquei no trem. Acomodei-me no melhor lugar, junto à janela, depois de ter ajeitado minha bagagem. Logo em seguida o trem se pôs em movimento, primeiro vagarosamente, para então, logo após, ganhar uma razoável velocidade.
Estava um tanto sonolenta, dei uma boa cochilada, e acordei com muita fome.
Lá fora o sol estava no zênite. Era outono e a paisagem estava esmaecida, a vegetação ressequida, a poeira se levantando do chão ao sabor do vento...
Olhei ao redor, para as pessoas presentes no vagão. Algumas simpáticas, outras completamente indiferentes, mas não conhecia nenhuma.
Resolvi fixar o meu olhar do lado de fora, atenta aos menores detalhes, admirada das coisas novas que passavem velozmente diante dos meus olhos.
Árvores de formato estranho, animais que miravam curiosos o trem que passava, logo ali um lago de águas cristalinas, uma pontezinha sobre um riacho, um agrupamento de casas acolá, um cavalo pastando solitário...
O dia correu célere e eu aguardava, ansiosa, pelo meu destino final, quando poderia desembarcar.
O trem fez algumas paradas e alguns passageiros desceram, outros subiram e foram se acomodando em seus lugares.
E a viagem prosseguiu, e o tempo foi passando, passando...
Fui me acostumando com o lugar onde estava, com as pessoas, embora elas fossem se alternando à medida que o trem fazia suas paradas.
Nunca senti vontade de descer em nenhuma estação, nenhuma curiosidade de conhecer novos lugares e pessoas. Apenas olhava de longe, pela janela do vagão.
Os dias foram se sucedendo às noites, e estas davam lugar novamente aos dias, alguns ensolarados, outros nublados e tristes.
A viagem foi se arrastando penosamente, nunca chegava à estação em que eu desembarcaria. Sentia-me cansada, sem vigor, sem ânimo.
Comecei a me sentir mal, sem conseguir respirar. Assustei-me com o meu reflexo no vidro da janela. Estava com o rosto todo vincado, sem brilho, os cabelos totalmente brancos, as costas encurvadas, as mãos trêmulas...
Quando havia chegado a velhice, que eu nem havia reparado?
Onde gastara os meus anos, a minha juventude, as minhas forças? Por que não aproveitara os melhores anos de minha vida para tentar conquistar boas coisas, realizar meus sonhos?
Por que havia desperdiçado minhas horas sem nada melhor do que fazer a não ser olhar a vida correr "lá fora"?
Agora estava completamente só, o vagão totalmente vazio...
O trem apitou uma última vez... Era a derradeira estação.
Ajeitei as poucas bagagens, dei uma olhada no vagão e desci.
O nome do lugar era Esperança... Fui caminhando lentamente, enquanto ao longe divisei o vulto de alguém se aproximando. Uma figura luminosa, toda vestida de branco, com um sorriso nos lábios e os braços estendidos: era minha mãe!
(SUELI CURRIEL)
Estava um tanto sonolenta, dei uma boa cochilada, e acordei com muita fome.
Lá fora o sol estava no zênite. Era outono e a paisagem estava esmaecida, a vegetação ressequida, a poeira se levantando do chão ao sabor do vento...
Olhei ao redor, para as pessoas presentes no vagão. Algumas simpáticas, outras completamente indiferentes, mas não conhecia nenhuma.
Resolvi fixar o meu olhar do lado de fora, atenta aos menores detalhes, admirada das coisas novas que passavem velozmente diante dos meus olhos.
Árvores de formato estranho, animais que miravam curiosos o trem que passava, logo ali um lago de águas cristalinas, uma pontezinha sobre um riacho, um agrupamento de casas acolá, um cavalo pastando solitário...
O dia correu célere e eu aguardava, ansiosa, pelo meu destino final, quando poderia desembarcar.
O trem fez algumas paradas e alguns passageiros desceram, outros subiram e foram se acomodando em seus lugares.
E a viagem prosseguiu, e o tempo foi passando, passando...
Fui me acostumando com o lugar onde estava, com as pessoas, embora elas fossem se alternando à medida que o trem fazia suas paradas.
Nunca senti vontade de descer em nenhuma estação, nenhuma curiosidade de conhecer novos lugares e pessoas. Apenas olhava de longe, pela janela do vagão.
Os dias foram se sucedendo às noites, e estas davam lugar novamente aos dias, alguns ensolarados, outros nublados e tristes.
A viagem foi se arrastando penosamente, nunca chegava à estação em que eu desembarcaria. Sentia-me cansada, sem vigor, sem ânimo.
Comecei a me sentir mal, sem conseguir respirar. Assustei-me com o meu reflexo no vidro da janela. Estava com o rosto todo vincado, sem brilho, os cabelos totalmente brancos, as costas encurvadas, as mãos trêmulas...
Quando havia chegado a velhice, que eu nem havia reparado?
Onde gastara os meus anos, a minha juventude, as minhas forças? Por que não aproveitara os melhores anos de minha vida para tentar conquistar boas coisas, realizar meus sonhos?
Por que havia desperdiçado minhas horas sem nada melhor do que fazer a não ser olhar a vida correr "lá fora"?
Agora estava completamente só, o vagão totalmente vazio...
O trem apitou uma última vez... Era a derradeira estação.
Ajeitei as poucas bagagens, dei uma olhada no vagão e desci.
O nome do lugar era Esperança... Fui caminhando lentamente, enquanto ao longe divisei o vulto de alguém se aproximando. Uma figura luminosa, toda vestida de branco, com um sorriso nos lábios e os braços estendidos: era minha mãe!
(SUELI CURRIEL)
terça-feira, 22 de março de 2011
UNIVERSO SEM LUZ
Ah! Minha doce estrela! Hoje você se apartou do meu universo, e foi esparramar o seu rastro de luz longe de mim. Minha pequena, minha doce estrela, te vi partindo e não pude te deter. Afinal, eu já sabia que você só permaneceria ao meu lado por apenas um breve período de tempo. O fazedor de estrelas já havia me avisado, sussurrara em meus ouvidos: "um dia ela há de partir!".
Agora não mais poderei iluminar os cantos escuros da minha alma com a tua presença de luz. Não mais ouvirei o teu riso alegre suavizando as minhas horas cansadas.
Não mais o teu largo abraço, o teu beijo molhado, o teu corpo quente e macio povoando de encanto as minhas noites sem fim...
Você se foi... Em minhas mãos ficou a poeira de luz do teu adeus. E você foi, devagarinho, bem de mansinho, se perdendo na imensidão do Universo, até se tornar apenas um ponto de luz.
Essa luz é que vai iluminar agora as minhas noites, sempre que não houver nuvens e o céu for um manto negro e aveludado.
E você estará lá, me acenando em reconhecimento. E me perguntará dos meus dias, dos meus sonhos, das minhas desilusões...
E eu te direi que a vida prossegue, afinal. Um pouco sem cor, um pouco sem luz, mas enfim, sempre vida.
E conversaremos até o amanhecer, quando a estrela solar lançar os seus raios sobre a Terra. E você iluminará outros cantos do universo, outras vidas, outras almas, levando alegria e espalhando essa luz que jorra abundantemente do seu íntimo.
Até o anoitecer, minha doce estrela!
(SUELI CURRIEL)
Agora não mais poderei iluminar os cantos escuros da minha alma com a tua presença de luz. Não mais ouvirei o teu riso alegre suavizando as minhas horas cansadas.
Não mais o teu largo abraço, o teu beijo molhado, o teu corpo quente e macio povoando de encanto as minhas noites sem fim...
Você se foi... Em minhas mãos ficou a poeira de luz do teu adeus. E você foi, devagarinho, bem de mansinho, se perdendo na imensidão do Universo, até se tornar apenas um ponto de luz.
Essa luz é que vai iluminar agora as minhas noites, sempre que não houver nuvens e o céu for um manto negro e aveludado.
E você estará lá, me acenando em reconhecimento. E me perguntará dos meus dias, dos meus sonhos, das minhas desilusões...
E eu te direi que a vida prossegue, afinal. Um pouco sem cor, um pouco sem luz, mas enfim, sempre vida.
E conversaremos até o amanhecer, quando a estrela solar lançar os seus raios sobre a Terra. E você iluminará outros cantos do universo, outras vidas, outras almas, levando alegria e espalhando essa luz que jorra abundantemente do seu íntimo.
Até o anoitecer, minha doce estrela!
(SUELI CURRIEL)
sexta-feira, 11 de março de 2011
TRABALHO, O BOM AMIGO DE SEMPRE
Depois de tantos dias de folia e carnaval, é hora de voltar à rotina. Se bem que eu passei hoje no supermercado e lá estavam, vistosos e convidativos, os ovos de Páscoa.
Ou seja, já tem muita gente preparando mais uma festa, mais um feriadão, que por acaso esse ano, por causa do dia de Tiradentes, vai ser mais longo ainda.
É inacreditável a facilidade que o homem tem de achar motivo para festejar. É Natal, Ano-Novo, Carnaval, Páscoa, aniversário, casamento, formatura, nascimento e morte.
É como se a vida fosse uma eterna comemoração... E bebemoração também.
As pessoas vivem em função do próximo feriado, da próxima festa.
E nem acabam se dando conta da beleza dos dias comuns, aqueles em que não há festas, nem comilança, nem bebedeira.
Aqueles dias tranquilos, do acordar cedo, pegar no batente, pegar ônibus cheio, fila de banco, chefe mal-humorado, colega com cara de poucos amigos, salário apertado, e as contas se avolumando.
Como são deliciosos esses dias mornos e entediantes. Quão confortáveis eles são.
Como a vida seria bem mais chata se todos os dias fossem feriados e festivos.
Porque é justamente nesses dias "normais" que as coisas realmente acontecem, que nos sentimos fazendo parte da vida real, de um plano diretor, no qual o Diretor está além do alcance dos nossos sentidos físicos.
Porque é nesses dias que nos enriquecemos, que crescemos como seres humanos, que aprendemos a lidar com as mais diversas situações.
Ah, como é bom voltar pra casa, com o corpo moído de cansaço, abrir a porta da sala e ser recepcionado pelo seu cachorro, sua família, sua televisão de quarenta e duas polegadas. Se esticar no sofá e se deliciar com o fazer nada, coisa nenhuma. Só descansar... e descansar mais um pouco.
E que felicidade quando a sexta-feira termina e você antegoza a delícia de um fim-de-semana, cheio de sol, praia, futebol, cerveja e muita farra.
Mas o melhor mesmo é acordar cedo na segunda-feira, retornar ao trabalho e a mais uma semana de atividades que tornam a nossa vida muito mais produtiva.
Ah, trabalho, abençoado trabalho! Que Deus permita que ele não nos falte, que realmente a vida seja um eterno corre-corre, uma prazerosa canseira.
Afinal, o que nos torna diferente dos animais é a nossa capacidade de produzir, de administrar as nossas riquezas e construir um mundo melhor.
Lembrando o que Jesus disse: "Meu Pai trabalha até hoje e eu trabalho também".
(SUELI CURRIEL)
quinta-feira, 10 de março de 2011
SAUDADE
Faz muito tempo que não ouço o teu riso cristalino ecoando entre as paredes do meu castelo.
Faz muito tempo que não sinto o teu perfume suave deixando um rastro nesses corredores vazios.
Faz muito tempo que não vejo a tua figura transfigurada em luz, ocupando cada centímetro quadrado desse lugar.
Faz muito, muito tempo que não sinto o calor da tua pele roçando a minha, descuidada, ao passar por mim...
Faz tanto tempo que não te sinto presente e a tua ausência corrói a minha alma, perdida em abandono.
Faz tanto tempo que você se foi, perdendo-se na bruma fria de uma noite de Julho.
E desde então... O inverno tem se prolongado, eterno e entediante.
Não mais o sol do teu sorriso, não mais a luz do teu olhar, não mais o calor do teu beijo.
Faz muito tempo que não sinto o teu perfume suave deixando um rastro nesses corredores vazios.
Faz muito tempo que não vejo a tua figura transfigurada em luz, ocupando cada centímetro quadrado desse lugar.
Faz muito, muito tempo que não sinto o calor da tua pele roçando a minha, descuidada, ao passar por mim...
Faz tanto tempo que não te sinto presente e a tua ausência corrói a minha alma, perdida em abandono.
Faz tanto tempo que você se foi, perdendo-se na bruma fria de uma noite de Julho.
E desde então... O inverno tem se prolongado, eterno e entediante.
Não mais o sol do teu sorriso, não mais a luz do teu olhar, não mais o calor do teu beijo.
As noites agora são longas sem o teu corpo a aquecer o meu. O meu leito se tornou frio, a lareira da paixão não voltou a ser acesa em meu quarto.
No meio da noite ainda escuto o eco do teu ressonar suave, mas quando tateio os lençóis buscando tua presença, só encontro vazio e solidão.
Ah! Por que tudo terminou assim, por que a felicidade não é infinita, por que o amor não é para todo o sempre, como nos contos de fada?
Por que a minha vida tinha que se entrelaçar na tua, o meu caminho cruzar com o teu?
Por que provar de tão doce mel, se o que restou em minha boca é o mais amargo fel?
Ah, Deus, por que não posso ter a minha amada de volta, enlaçá-la e cobri-la de afagos?
Por que devo sofrer, desesperada e só, sem uma só esperança a iluminar os meus dias na Terra?
Mas, Senhor, eu ainda assim espero, sempre espero. Que ela volte e me faça a mais feliz criatura do Universo.
E que os Anjos digam: Amém!
(SUELI CURRIEL)
(SUELI CURRIEL)
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